Eu adoooro finais grandiosos.

segunda-feira, maio 09, 2005

Tienti la tua paura -
Io con sicura fede lo aspetto!

Rápidas 2

domingo, maio 08, 2005

Estou me sentindo muito Madame Butterfly ultimamente. Tem personagem pior?
(nem Mimì)

(Por que a ópera é Madama Butterfly e a personagem é Madame Butterfly?)

Sonhei com duas luas hoje. Eu olhava para o céu de noite e tinham tuas bolas brancas, uma em cima da outra. E mais outras coisas esquisitas...

Cansada da minha faringe. Eu devia fazer o tratamento, mas eu não tenho o menor saco pra isso. Quando minha vida estiver mais calma, eu juro que cuido da minha saúde.

Sonhei com piano hoje também. Não sei como vou levar esse semestre na escola de música... mesmo.

Vontade de comer besteira. Domingo de manhã, casa parada, todos dormindo, parece que a própria casa está dormindo. Tem uma crônica do LFV que ele fala da Casa, não assim como a minha está agora, mas de noite, quando a gente dorme e ela adquire vida própria. Acho que todo mundo se identifica com aquela crônica.

Adoro intervalos de 4a J em Jazz. Dá um toque tão "sofisticado".

Aumentando minha coleção de mp3. Estou baixando muita, mas muita coisa. Assim, muita coisa para os meus padrões... Em um dia já foram 20 mp3. Claro que eu não pretendo manter o ritmo... mas são legais esses saltos.

Mais da Butterfly: "... he [Puccini] was very taken with the strong female protagonist..." aff! Strong? Então tá. Não digo nada.

Almoço de dia das mães, olha a minha vontade de sair de casa com o nariz que eu tô.

Rápidas

sábado, maio 07, 2005

Mozão me ligou! Woohoooo!

Sábado à noite, minha garganta tá péssima, ando dormindo 2/3 do meu dia, devia estar estudando feito uma condenada...

Mas... o que eu faço da meia-noite às 6 mesmo?

All Love Can Be

segunda-feira, maio 02, 2005

ALL LOVE CAN BE

I will watch you in the darkness
Show you love will see you through
When the bad dreams wake you crying
I'll show you all love can do
All love can do

I will watch through the night
Hold you in my arms
Give you dreams where love will be
I will watch through the dark
'Til the morning comes
All the light
I'll take you through the night to see
A light showing us all love can be

I will guard you with my bright wings
Stay 'til your heart learns to see

All love can be...

Aqua

domingo, maio 01, 2005

E era líquida, densa, escura, espiral. Ondas indo e vindo, pretos e cinzas, água. Ela era toda lembranças e desejos. Suspiros, dores. O que esperava? Introspectiva, o olhar perdido não em um falso horizonte, mas dentro de si mesma. Sensações que afogavam, apertavam, preenchiam e transbordavam. Arrepiava... ondas indo e vindo...

O corpo não existia. Sentiria frio se prestasse atenção... não tinha contornos. Não era delimitada... se fundia com o céu, com o chão. Olhava o mar. O mar estava dentro dela. As ondas estavam dentro dela. Caía, pesava. Respirava. Não sentia.

Lua branca e gorda. O mar escuro, noite, areia azul. Vontade de deitar e ser a areia. Quis ser o céu, as estrelas, mas era água. Pura e somente. Suja e inclemente... parcial, ego, inconsciente, eu. Fundo. Dentro. Apertado, escondido, empoeirado. Eu.

O ar estava úmido, o fechar dos olhos estava úmido. Suas mãos corriam pela areia, tudo estava molhado, tudo estava infectado. Só, ela era só. Mas não sofria por isso... (sofria por alguma coisa?) Ela só sentia tudo, tentava ser tudo, mas só conseguia ser água. E não sentia nada. Inconstante, mutável, severa. Parecia tranqüila... mas balançava, chorava, as lágrimas caíam dentro de si e voltavam para seu mundo interno, abastecendo o mar de emoções, lembranças, sensações, pensamentos...

Intuição. Pequeno ponto de luz... luz que não entrava, ela estava fechada. Absorvia tudo a seu redor, mas nada a tocava. Não diretamente. Fechava os olhos e via, escuro, tormenta, nuvens, vento, dor, rochas, duro, frio. Não sentia frio, mas arrepiava. Os olhos escuros deixavam escapar a quem quisesse ver que ela tinha muito dentro dela, mas não contavam o quê. Ela também não contava. Ela não falava. Para quem falar? Para o vento? Para suas mãos na areia?

Latente. Às vezes ficava ofegante sem perceber – na verdade, ela quase nada fazia conscientemente. Pulsava, não ansiosa como o fogo: hoje ela era líquida, espessa. Revolta. Espumante. Secreta. Era só sentir, ir e voltar, ondas quebrando, quanta coisa dentro de si... Chorava, chorava, e quanto mais chorava, mais tudo crescia. Noite eterna... o mar era seu cúmplice, era ela mesma. Estava aqui e lá. Era um pequeno pedaço do mar na areia, era lágrima. Filha, irmã e senhora, balançava, alternava, correnteza. Doía, mas ela não podia ir contra a força das águas. Ela não queria. Ela era. Só. Água.

Gostaria de estar up on the roof...

sábado, abril 30, 2005

UP ON THE ROOF
Carole king (attributed to james taylor...)

When this old world starts a getting me down
And people are just too much for me to face
I’ll climb way up to the top of the stairs
And all my cares just drift right into space

On the roof, it’s peaceful as can be
And there the world below don’t bother me, no, no
So when I come home feeling tired and beat
I’ll go up where the air is fresh and sweet

I’ll get far away from the hustling crowd
And all the rat-race noise down in the street

On the roof, that’s the only place I know
Look at the city, baby
Where you just have to wish to make it so
Let’s go up on the roof

And at night the stars they put on a show for free
And, darling, you can share it all with me
That’s what I said
Keep on telling you

That right smack dab in the middle of town
I found a paradise that’s troubleproof

And if this old world starts a getting you down
There’s room enough for two
Up on the roof...

Nhaaaa prova ruim.........

terça-feira, abril 26, 2005

E fichamento pra quinta-feira... e 29401 escalas pra estudar no piano pra quinta... e aprender o campo harmônico das escalas menores... e ler os textos de psicologia da educação... e arranjar hora pra sair com gente que eu tenho que sair... e estudar canto... e estudar umas músicas pra correpetir... e aff! Nem é tanta coisa... mas dá um desespero não ter tempo para o "ócio criativo"... bléééé!! Eu odeeeeio ter que ser disciplinada, odeio fazer as coisas aos pouquinhos (a não ser quando é muito gostoso, tipo estudar canto!) e assim vai... o chato nem são as coisas a serem feitas... e sim o pouco tempo pra relaxar.

Se bem que eu tô reclamando à toa... sexta eu tenho a tarde livre. Opa! Péra. Eu tinha aula de Desenho... e não vou ter!! Aaaaaaaaaah dia livre!!! Iiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiihhhhhhhhhhhhhh

Vou parar de reclamar.

Pergunta do dia: por que eu sempre desespero quando penso em estudar piano? Seja pra improvisação, seja pra aula de piano, ou pra correpetir, eu sempre desespero. Sempre parece que vai ser muito difícil e trabalhoso...

Música do dia: Cherubino. Linda ária! Eu vivo falando desse personagem, quem nunca ouviu anda conversando pouco comigo sobre ópera. Vontade de ser mezzo pra cantar! Ou então, subir uns tons aí e cantar de qualquer jeito. Muito lindo!



VOI CHE SAPETE
Mozart

Voi che sapete
Che cosa è amor,
Donne, vedete
S'io l'ho nel cor.
Quello ch'io provo
Viridirò;
E per me nuovo,
Capir nol so.
Sento un affetto
Pien di desir,
Ch'ora è diletto,
Ch'ora è martir,
Gelo, e poi sento
L’alma avampar.
E in un momento
Torno agelar.
Ricerco un bene
Fuori di me,
Non so chi'l tiene,
Non so cos'è.
Sospiro e gemo
Senza voler,
Palpito e tremo
Senza saper.
Non trovo pace
Notte, né di,
Ma pur mi piace
Languir così.
Voi che sapete
Che cosa è amor
Donne, vedete
S'io l'ho nel cor.

De volta ao mundo virtual!

segunda-feira, abril 25, 2005

Aeeeeeee!!!
Pra celebrar, uma música que eu tava ouvindo hoje...


SINCE I'VE BEEN LOVING YOU
Led Zeppelin

Working from seven to eleven every night,
It really makes life a drag, I don't think that's right.
I've really, really been the best of fools, I did what I could.
'Cause I love you, baby, How I love you, darling, How I love you, baby,
How I love you, girl, little girl.
But baby, Since I've Been Loving You. I'm about to lose my worried mind, oh, yeah.

Everybody trying to tell me that you didn't mean me no good.
I've been trying, Lord, let me tell you, Let me tell you I really did the best I could.
I've been working from seven to eleven every night, I said It kinda makes my life a drag.
Lord, that ain't right...
Since I've Been Loving You, I'm about to lose my worried mind.

Said I've been crying, my tears they fell like rain,
Don't you hear, Don't you hear them falling,
Don't you hear, Don't you hear them falling.

Do you remember mama, when I knocked upon your door?
I said you had the nerve to tell me you didn't want me no more, yeah
I open my front door, hear my back door slam,
You must have one of them new fangled back door man.

I've been working from seven, seven, seven, to eleven every night, It kinda makes my life a drag...
Baby, Since I've Been Loving You, I'm about to lose, I'm about lose to my worried mind.

28 créditos + 2 corais + correpetições + o que aparecer...

domingo, abril 03, 2005

Tempo sem internet, chato. Cadê minha válvula de escape? Eu preciso do meu lazerzinho noturno... so boring. Isso aqui vicia loucamente, mas sabe que eu não ligo muito?

Eu ando cansada. Acho que desaprendi a estudar, ou então eu nunca soube mesmo. Sei lá, não devo ter vocação para "estudante". Acostumei com uma universidade que não me cobra nada, aí eu fico assim, inútil, arranjando pressão de outros lados - porque eu só funciono sob pressão mesmo, já tenho certeza disso. E é assim, não estudando e indo pras aulas meio que só-por-ir que eu ando fazendo as coisas. Detesto fazer qualquer coisa pela metade, e é assim que eu acho que estou levando tudo. O piano e o canto estão abandonados (já tive crise de "não quero mais brincar" com o canto), a UnB tá de qualquer jeito. Eu até comecei a Patética semana passada, tá legal, consegui parar e estudar mesmo, fazia tempo que eu não conseguia fazer isso. É estranho, eu estou com umas facilidades que eu nunca tive... vai ver por eu estar muito tempo longe do piano eu não lembrava que eu tinha certas facilidades. Enfim, eu até voltei para o piano, mas sem professor e provas - sem a bendita pressão! - eu não consigo. Disciplina nunca foi meu forte, e não vai ser agora que vai mudar. Aff, como isso soou 13 anos. Esquece. Mas como eu ia dizendo... *suspiro* eu tô com a sensação de que nada tá saindo direito, detesto isso. É meio dramático, as coisas nem estão assim, mas é a sensação que eu tenho. Quando eu não estou mergulhando de cabeça parece que não tá saindo direito. Sempre tem aquela sensação de "eu poderia estar fazendo mais" ou "eu poderia estar fazendo melhor". Acaba que eu não faço nada...

Bom, amanhã tem aula de novo, eu continuo sem internet, e preciso estudar piano. Tô com 2 peças pra correpetir, estou tentando pensar se elas apareceram na hora certa pra me deixar animada ou se é um "teste" (olha o drama de novo) pra ver se eu consigo recusar alguma proposta. De repente percebi que tô fazendo muita coisa...

Pergunta

segunda-feira, março 28, 2005

Alguém que conheça minha psiquê melhor que eu por favor responda: por que eu não consigo parar de ouvir essa música?


CAN'T FIND MY WAY HOME
(Traffic)

Come down off your throne
And leave your body alone
Somebody must change
You are the reason
I've been waiting so long
Somebody holds the key
Well, I'm near the end and I just ain't got the time
Well, I'm wasted and I can't find my way home

Come down on your own
And leave your body alone
Somebody must change
You are the reason
I've been waiting all these years
Somebody holds the key
Well, I'm near the end and I just ain't got the time
Well, I'm wasted and I can't find my way home

But I can't find my way home
But I can't find my way home
But I can't find my way home
But I can't find my way home
Still, I can't find my way home
And, I ain't done nothing wrong
But, I can't find my way home

A seta e o alvo

sábado, março 26, 2005

A SETA E O ALVO
Paulinho Moska e Nilo Romero

Eu falo de amor à vida
Você, de medo da morte
Eu falo da força do acaso
E você, de azar ou sorte

Eu ando num labirinto
E você numa estrada em linha reta
Te chamo pra festa
Mas você só quer atingir sua meta
Sua meta

É a seta no alvo
Mas o alvo, na certa, não te espera

Eu olho pro infinito
E você de óculos escuros
Eu digo: "te amo"
E você só acredita quando eu juro
Eu lanço minha alma no espaço

Você pisa os pés na terra
Eu experimento o futuro
E você só lamenta não ser o que era
E o que era?

Era a seta no alvo
Mas o alvo, na certa, não te espera

Eu grito por liberdade
Você deixa a porta se fechar
Eu quero saber a verdade
E você se preocupa em não se machucar

Eu corro todos os riscos
Você diz que não tem mais vontade
Eu me ofereço inteiro
E você se satisfaz com metade

É a meta de uma seta no alvo
Mas o alvo, na certa, não te espera
Então me diz qual é a graça
De já saber o fim da estrada
Quando se parte rumo ao nada?

Sempre a meta de uma seta no alvo
Mas o alvo, na certa, não te espera
Então me diz qual é a graça
De já saber o fim da estrada
Quando se parte rumo ao nada

(Adoro essa música)

Agora, poesia de verdade:

sexta-feira, março 25, 2005

SONETO DE INSPIRAÇÃO
(Vinícius de Moraes)

Não te amo como uma criança, nem
Como um homem e nem como um mendigo
Amo-te como se ama todo o bem
Que o grande mal da vida traz consigo.

Não é nem pela calma que me vem
De amar, nem pela glória do perigo
Que me vem de te amar, que te amo; digo
Antes que por te amar não sou ninguém.

Amo-te pelo que és, pequena e doce
Pela infinita inércia que me trouxe
A culpa é de te amar - soubesse eu ver

Através da tua carne defendida
Que sou triste demais para esta vida
E que és pura demais para sofrer.

Chuva V

quinta-feira, março 24, 2005

HAI-KAI V

Ando na rua

desviando das
poças da chuva.



(Fim do ciclo "Chuva")

Chuva IV

quarta-feira, março 23, 2005

HAI-KAI II

No calor do meio-dia
Também a chuva
É abrasiva.



HAI-KAI III

Depois da chuva,
pôr-do-sol: a tarde se
perfumou para dormir.



HAI-KAI IV

Verão de Brasília:
"Será que vai
chover o dia todo?"

Chuva III

terça-feira, março 22, 2005

FAZENDA

Aconchego:
s.m.
cochilar
ao som de uma chuva
que não finda.

Chuva II

segunda-feira, março 21, 2005

HAI-KAI I

Chuva cai e esquece

no céu

o arco-íris.

Chuva

domingo, março 20, 2005

CHUVA

Água
pinga,
escorre,
flui,
molha,
encharca

- corre,
se abriga,
espera passar.

O dia escurece,
"eu precisava passar na padaria, mas acho que vou para casa mesmo."
um guarda-chuva foge! (pobre senhora, o vestido ensopado.)

Brilha,
embroma,
finge que vai parar
e volta mais forte.

Forma poças,
faz barulho,
derrapa carros,
atrapalha a vida.

(não vou precisar regar minhas plantas hoje)

Une desconhecidos embaixo do
primeiro teto que aparece pela frente.

(eu acho tão bonito quando chove e faz sol!)

- Põe o braço para fora,
sente o chuvisco:
"acho que dá pra ir."

Resplandece no céu e forma um arco-íris.

Inspirational

sexta-feira, março 18, 2005

Agatha, your most unique quality is that you're unusually Inspirational

You inspire others around you with your creative energy and thirst for new experiences. You are exceptionally curious and aren't afraid of learning new things — which is probably because you tend to focus on the potential positive outcome of any experience rather than dwelling on the potential negatives. You are a true explorer in the word. You want to understand and experience it all, and you're especially open to new feelings and ideas. Compared to others who are open, you are unusually appreciative of art and beauty. Only 2.1% of all test takers have this unique combination of personality strengths.

Tenho sonhado muito ultimamente...

quinta-feira, março 17, 2005

FLOR DA PELE

Ando tão à flor da pele
que qualquer beijo de novela me faz chorar
ando tão à flor da pele
que teu olhar flor na janela me faz morrer
ando tão à flor da pele
que meu desejo se confunde com a vontade de não ser
ando tão à flor da pele
que a minha pele tem o fogo do juízo final
um barco sem porto sem rumo sem vela cavalo sem sela
um bicho solto um cão sem dono um menino um bandido
às vezes me preservo noutras suicido

(oh sim eu estou tão cansado mas não pra dizerque não acredito mais em você...
eu não preciso de muito dinheiro graças a deus...
mas vou tomar aquele velho navioaquele velho navio)

um barco sem porto sem rumo sem vela cavalo sem sela
um bicho solto um cão sem dono um menino um bandido
às vezes me preservo noutras suicido

Leminski

terça-feira, março 15, 2005

Duas folhas na sandália
o outono
também quer andar

 
Odeio Cócegas - by Templates para novo blogger