Se ajuda a compreender o sentimento

quarta-feira, março 29, 2006

Eu na terapia cerca de 1 mês atrás:

Psicóloga: Se esse fim de semana, você fosse para uma festa, e se interessasse por alguém lá, você ficaria com a pessoa?
Eu: Não.

Psi: Por que? Vocês não terminaram?
Eu: Porque eu ainda me sinto comprometida, o pacto de fidelidade ainda tá aí, o compromisso tá todo aí. E eu sei que ela ficaria péssima, é uma coisa que eu tenho certeza, ela é muito traumatizada com isso, eu não faria isso com ela nunca.

Psi: E ela? Você acha que ela ficaria com alguém?
Eu: Não. Tenho certeza que não. Ela sempre teve isso muito certo pra ela, ela é ética demais pra fazer uma coisa dessas tão cedo, teria que ser discutido e conversado antes. Eu sei que ela não ficaria com ninguém.

Psi: Hm... complicado, né? Pacto de fidelidade sem namoro... quanto tempo será que isso dura?



***



Por que eu me sinto como ela em 2004?

Confiança quebrada...

Chorando a noite inteira.

terça-feira, março 28, 2006

Confiei demais em promessas difíceis de se manter.
Acreditei cegamente em algo que não pode ser controlado.
"É assim que as pessoas acabam ficando com outras em fins de namoro", eu cheguei a dizer no telefone.
Elas não fazem por sacanagem.
Elas estão sensíveis, tristes, precisam de carinho.
É assim que acontece.
So what difference does it make?

Dois pesos, duas medidas.
É como eu me sinto.
Se fosse o contrário, como você estaria se sentindo?

E tudo aquilo que eu acreditei, está onde?
Todas as verdades que eu comprei - e que não eram as minhas -
o que eu faço com elas agora?
Jogo no lixo e volto a ser a Águeda que eu era antes de te conhecer?
Eu não quero isso...
Eu sei que mudei muito para melhor contigo.
Quero acreditar que o teu mundo é possível.
Mas como eu posso acreditar nisso
se as leis não se aplicam do mesmo modo para mim e para ti?

Por que é diferente?
Só quero que me respondas isso.
Porque, ao meu ver, não é.

Segundo a minha lógica anterior, não tenho direito de me sentir mal.
Quando terminei o namoro abdiquei de todos os direitos, inclusive esse.
Essa lógica antiga é que ainda me deixa com os pés no chão.
Se não fosse por ela, acho que eu já teria outras feridas por cicatrizar.

Louise

terça-feira, março 07, 2006

Não sei por onde começar. A história na verdade não tem começo, eu tenho para mim inclusive que ela nem começa, ela só é. Talvez se inicie na pré-adolescência, quem sabe na infância, ou ainda (é possível) numa sessão de terapia de auto-conhecimento. Não sei onde, quando, porquê. Sei que, se é pra começar de algum lugar, eu começo dizendo que gosto de gatos.

Eu nunca pude ter um gato em casa, então me acostumei a ficar admirando os bichanos de longe. Tinha medo de chegar perto, achava que eles eram criaturas instáveis, poderiam me arranhar, machucar. Mas sempre os achei lindos, e criei uma certa identificação com eles. A destreza, a desconfiança, o andar felino, os olhos que parecem atravessar sua alma. E ainda tem todas as lendas e mitos sobre gatos, e a enorme conexão com magia. A ligação com o mundo do éter, do intuitivo, do inconsciente, da sabedoria profunda, dos medos, dos mortos, de Perséfone. É, eu tinha muita coisa em comum com os gatos, embora só eu soubesse - ou melhor, nem eu soubesse.

Agora registro meu marco temporal, apesar de esse marco ser fluido. Um dia algo aconteceu. Simples assim, mas tão mais complexo do que isso, pois era uma rede de vivências e paixões, não aconteceu algo em um dia, aconteceram vários algos em muitos dias de minha vida que culminaram nesse dia sobre o qual vos falo agora. Peço desculpas pela prolixidade, mas apenas tento passar minhas sensações mais verdadeiras sobre o ocorrido: não foi em um dia que aconteceu, foi em muitos, o tempo não é nada nessas horas de epifania, gosto dessa palavra, epifania. Nesse dia, olhe só, eu vi um gato morto.

O que há de novo em ver um bicho morto nas ruas da cidade?, vocês podem questionar. Nada, eu responderia. Nada. Mas Vinícius me vem à cabeça, "nada parece mais com o fim de tudo que um gato morto", e acho que naquele dia, que não foi um, foram vários, eu compreendi esse soneto, por sinal, o soneto com a chave de ouro mais dura que eu conheço, não que eu conheça muitos, mas enfim. O gato estava lá, no chão, no meio da rua, tinha sido atropelado, os olhos saltados, o corpinho amassado, deformado, grudado ao asfalto, sangue por toda a parte. Nó na garganta. Queria chorar, não entendia por que, o gato nem era meu, e ainda por cima era um gato! Logo eu, que tinha aprendido desde cedo, como uma boa criança de classe média, a olhar para o outro lado quando uma pessoa morria de fome ao meu lado na rua, agora submergia em mim tentando manter a postura firme, não vou chorar, não sou louca, não há motivo.

xxx

Onze da noite, está na hora. Os gatos devem estar esperando, eles agora esperam por mim embaixo dos carros aqui na frente de casa, há vários gatos de rua aqui pelo conjunto, eles hoje não precisam revirar o lixo. É difícil ganhar a confiança deles, eles são ariscos, mas quando estou sozinha com eles me sinto plena, como se tudo estivesse no seu devido lugar, e eu fosse mais um espírito de gato no mundo, eles que ainda não perceberam. Divido minhas tristezas e paixões com eles, finalmente sinto como se alguém estivesse cuidando de mim, estou protegida - provavelmente uma inversão de valores, considerando que os gatos nem chegam muito perto de mim, mas quem espera sanidade de alguém que chorou ao ver um gato morto? Um deles parece demonstrar mais confiança, ou quem sabe ingenuidade, não deve estar há muito tempo nas ruas até porque parece ser filhote, lindo, todo tigradinho, acinzentado. Mais tarde descobri ser uma menina, e a batizei para mim mesma de Louise.

xxx

A vida não se dá em ciclos, pois ela é uma face desse ciclo, é a Existência que se dá em ciclos de vida e morte, ou a Não-Existência, dependendo do ângulo que você olha, afinal, elas também se dão em ciclos. É tudo uma grande espiral, e nessa espiral os momentos se repetem, às vezes repetições tão diferentes entre si que somos incapazes de perceber a semelhança, às vezes cruelmente similares, como se surgissem para te testar, é a Roda da Fortuna, hoje é seu dia de azar, "o Fortuna, velut luna, statu variabilis".

Nesse dia, que também foram vários dias, mas que no calendário corrente foi apenas um dia, e bem distante daquele primeiríssimo, vi um gato morto. Não deveria ser outro dia, por favor, diga que o tempo está voltando, isso não aconteceu, eu já passei por isso! Mas não por um gato que você tem afeto, replicaria a Fortuna, se eu pudesse entendê-la. O gato estava molhado, jogado numa vala no canto da rua, chovia de leve, seu peito parecia estar aberto e ele sangrava na cabeça e no peito, era apenas um filhotinho, provavelmente atropelado, será que o motorista chegou a perceber o que fez? Parei o carro ao seu lado, fiquei olhando estática, aquela cena me doía mas eu precisava dela, eu tinha que ver, era meu filho, queria abraçá-lo, mas minha loucura ainda não havia chegado àquele ponto, as lágrimas caíam e eu não queria sair daquele lugar, eu não queria abandonar o gato, apesar de eu saber que não tinha mais o que ser abandonado, ele era só corpo, a chuva caía e ele nem piscava, não havia mais vida alguma ali.

xxx

Esperei naquela noite, ainda tinha alguma fé, afinal, dizem que os gatos têm 7 vidas, isso quando não dizem que eles têm 9, por favor, que tenha sido outro gato, e ao mesmo tempo me corroía por ser egoísta a esse ponto, um gato é um gato, não importa se ele é mais próximo de você ou não, nenhum merece morrer daquele jeito. Eu já sabia, na verdade eu soube quando eu vi, mas eu não quis admitir, falei que não sabia, todos os gatinhos se parecem tanto, pode não ter sido o meu, mas era. Os gatinhos pretos chegaram para comer, o tigradinho adulto também, mas Louise, que sempre era a primeira a me acompanhar e aceitava todos os meus carinhos sem reclamar, nunca apareceu de novo. Naquele noite, eu chorei do mesmo modo que havia chorado para Louise quando minha vida parecia se desintegrar, ela não entendia nada, mas ficava olhando, curiosa. Dessa vez ela não poderia me olhar daquela maneira, ela estava lá, sendo devorada por insetos do outro lado da rua, e ninguém fazia nada, não havia nada a ser feito, a não ser chorar a morte de apenas mais um gato de rua.

. , .

sábado, fevereiro 04, 2006

Já que eu já to aqui mesmo...

festa hoje, desanimo forever. não pra festa, mas pra tudo mesmo. sei lá. o de sempre, ou não. deixa eu repetir o prelúdio e allegro do kreisler aqui.

Quem diria que me faria bem.

quarta-feira, janeiro 18, 2006

E não é que uma "semana para pensar" está me fazendo bem?

Não é nem que eu esteja organizando as minhas coisas, afinal, eu não estudei para a minha prova de amanhã nem fiz o fichamento. Mas andei encontrando coisas que me fazem tão bem...

Essa semana fui pra aula de tecido (circo, não tear!) e foi incrível!! Incrível mesmo... pensem nesse incrível vindo de alguém que nunca participou de uma aula de ed. física na vida, odeia atividades físicas, morre de medo de altura, é travadíssima e não conseguiu fazer nada na primeira aula. Dá pra ter uma idéia? Me cativou muito. Sei lá, me deu ânimo, vida, energia. Vontade de superar meus limites tão pequeninos (e os grandes também, afinal, quem vai me dizer que medo de altura é algo pequeno?) Muito bom. E ainda estou levando um bolinho de gente comigo nessa... hehe

Também andei dando uma de Paulie* e resolvi cuidar de gatinhos. Só a Thaís pra me acompanhar nessa! Compramos ração, pratinhos e colocamos comida e água escondidinhos no canteiro da frente aqui de casa. Ainda fizemos um caminho de ração até o meio da rua pros gatinhos acharem! Fiquei morrendo de medo de acordar no outro dia e eles não terem comido. Mas, 7:45 da manhã dessa terça-feira, lá estava o prato de ração vaziozinho. Yay!!

Hoje ainda teve mais bichinho no dia. Fui visitar o Baco. Tãããão fofo, tão desesperado, tadinho! Vai ter um treco quando a família voltar de viagem. Me arranhou e me lambeu toda, e ainda me escalou como um gato. Tô dizendo que aquilo não é cachorro, mas não acreditam...!

(E hoje eu ainda vi o gatinho preto correndo pela rua em direção ao meu canteiro logo que eu deixei a comida lá. Tá certo que eu nem vi se ele estava indo mesmo para lá, nem se ele chegou a comer qualquer coisa, mas me deu uma felicidade...!)

E, ainda hoje, consegui conversar com quem eu queria, me senti feliz na monitoria, saí com amigas e comi besteira. Ah, e a Lua estava linda. Dia bom. =)



* Personagem de Lost and Delirious (Assunto de Meninas) que resolve cuidar de um gavião machucado.

...

segunda-feira, janeiro 09, 2006

meio triste.

Fim de ano

segunda-feira, dezembro 26, 2005

Fim de ano não tá sendo muito divertido.
Acho que é pra compensar o fim de ano maravilhoso que eu tive em 2004. Ou sei lá...

Será que no Reveillon melhora?

Véspera de Natal

sábado, dezembro 24, 2005

Presentes entregues, pai em casa, noite virada no Parkshopping, edredon vermelho novo e sentimentos estranhos.

Cansaço. Quero dormir mais um pouquinho e não pensar em nada. Até agora tudo vai bem...

[Eu tenho um fotolog! Emocionante isso. O endereço é o óbvio: www.fotolog.net/odeiococegas. Passem lá!]

Carta

quarta-feira, dezembro 21, 2005

Eu queria ter feito um post enorme falando do tanto que eu gosto dela, e como eu cresci com ela nesse ano. Mas acabou que eu nem escrevi nada, e (sabe?) agora eu nem acho necessário. Posto aqui, na verdade, mais em consideração aos meus planos.

Não tem como falar de 2005 sem falar de 2004. Ano ruim, confuso, triste. Vazio. Hoje eu acho que eu tinha que passar por tudo aquilo para me encontrar... para descobrir quem eu realmente era. O que eu queria e o que me faria feliz.

Tem uma coisa que eu sempre lembro quando quero falar de pessoas especiais para mim. No Tarô, quando aparece que você vai conhecer alguém assim-assim-ou-assado, é porque você precisa desenvolver essas características em você. As pessoas que aparecem em sua vida são catalisadores da sua personalidade, de suas emoções. É assim que eu vejo minhas amizades. Algumas surgem do nada, outras demoram alguns anos para desabrocharem. Igual a um CD que a gente tem há anos e só houve uma música - a gente só vai descobrir o quanto ele é maravilhoso quando dá um clique e a gente resolve escutar ele todo.

Esse ano me deu o tal "clique". De repente, ouvi aquele CD que tava guardado (na verdade desaparecido) na prateleira. E foi o melhor tudo que eu poderia ter: melhor momento, escolha, diversão, carinho, amizade. Com o tempo eu fui percebendo o tanto de coisa que eu tinha esquecido em mim projetado nela. Estava tudo lá: tudo que eu precisava aprender. Bem na minha frente.

(Como eu não tinha visto antes? Ah, eu realmente acredito que eu precisava me perder para me achar. E foi ela quem veio ao meu resgate dessa vez...)

Nossa convivência nem sempre foi fácil. Até porque é complicado lidar com alguém que vê o mundo de uma forma tão diferente da gente. Mas acho que, mesmo aos trancos e barrancos algumas vezes, a gente se saiu bem. E não é que o posto de best friend está assegurado por um boooom tempo?

A minha vontade é de abraçá-la e dizer "obrigada por tudo!" (...mas quem iria entender? Ela, talvez. Ou talvez não. Bom, vai mesmo assim: )

Obrigada por todos os momentos de apoio, pelo respeito, pela amizade. Obrigada por ter deixado essa escorpiana mostrar que ela não é tão ruim assim quanto o clichê (apenas quando ela quer ser!) Obrigada pela enorme paciência e pela companhia. Obrigada por ter me ensinado a falar o que eu sinto! (Isso é importante! Não fosse por isso, eu não estaria escrevendo aqui.) Obrigada pelas idas ao Diet & Light. Obrigada por aturar minhas crises (eu sei que elas não são poucas.) Obrigada em especial por todos os CDs emprestados, afinal, eu sei que és capricorniana e eu não tenho nenhum planeta em Virgem. Obrigada por me acolher na tua casa inúmeras vezes. Obrigada pelas palestras sobre rock, e obrigada por Cazuza, Pearl Jam, Marina Lima, Led Zeppelin, The Clash e Beatles. Obrigada pelo humor! Obrigada por confiar em mim. Obrigada por aparecer na hora certa, sendo tão diferente de mim mas tão vital para que eu me reencontrasse. Obrigada por seres quem tu és.

Te amo.

Fim de semana estranho

domingo, dezembro 18, 2005

Sábado chato. Não é que eu ainda consigo explodir? Ó que beleza. Parece que ainda tem um frâncio aqui dentro (interna, interna.)

Domingo dormindo, all day long. Preguiça total.

Quero que amanhã chegue! Cansei desse fim de semana. Só nas férias mesmo (ha! greve agora virou férias) pra eu querer que uma segunda-feira chegue. Garfield me mataria.

(Minha intuição ainda serve pra alguma coisa...)

Faltam presentes, faltam presentes. Não tenho a menor idéia do que comprar pra algumas pessoas, e o pior, pessoas de casa. E pessoas que me deram presentes! Oh God. Tô perdida. Parece que eu não consigo ampliar meu foco, tô sempre indo atrás das mesmas coisas. (aff, to subjetiva demais hoje. pra bom entendendor...)

De novo... fim de semana chato.

Natal!

quarta-feira, dezembro 14, 2005

Aeee! Natal chegando, casa toda vermelha, verde e dourada. Dessa vez sem crises sobre simbologias e significações (olha que lindo.) Preocupação-mor: encontrar os presentes. Deeeus, por que tudo no fim do ano? É isso, e aquilo, e mais aquilo outro. Mil presentes pra dar. E a tapada aqui não fez lista do que comprar para os outros, então esqueceu tudo. Mas beleza. Uma passeada no shopping com paciência vai me fazer lembrar o que eu ia comprar. Ou não...

Música da hora: Please, please, please, let me get what I want. (com um nome tão grande desses, eu preciso dizer de quem é a música?) Eu gosto dos primeiros versos... "Good times for a change" e "Haven't had a dream in a long time". Sem a melodia fica chato, mas ouvindo a música faz sentido. Gostoso demais...

E a chuva não pára, nunca.
"The rain falls hard on a humdrum town... this town has dragged you down"

Decisões íntimas.

domingo, dezembro 11, 2005

A gente cresce de maneiras loucas.

Às vezes a gente precisa que joguem algo na nossa cara. Às vezes, a gente faz isso sozinho. Outras tantas vezes a gente tem que tropeçar uma, duas, três vezes no mesmo lugar pra entender que o caminho que a gente escolheu não é o melhor. Ou então, simplesmente gritar "pára o mundo!" e pensar na vida e no que a gente tem feito dela.

E tem vezes que a gente só cresce com a dor. Com uma pancada rápida na cabeça, ou um grito que nos faz acordar de uma só vez. Sem tempo para pensar. Só o sentimento.

E que recomece o ciclo.

Nova comunidade

quarta-feira, dezembro 07, 2005

Minha mais nova comu no Orkut!

http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=207869

hohoho. Como eu sou madura.

E foi!

segunda-feira, dezembro 05, 2005

Ufa! Foi. Passou. Obrigada a todos que foram me assistir no sábado, foi muito importante para mim que vocês estivessem lá. Obrigada a quem me aturou a semana inteira, estressada do jeito que eu tava, e mais obrigada ainda a quem se virou pra me acalmar e pra arranjar coisas pra mim pra apresentação. E, claro, obrigada a quem cantou de graça, só pela amizade, e a quem apareceu ao ser chamado no desespero na véspera, ou mesmo no dia (!!!). Obrigada mesmo a todos!

Pra quem não foi, pena! Queria muito mesmo que todos os meus amigos tivessem ido, mas a gente sabe que às vezes não dá. De qualquer jeito, foi feita uma filmagem, então depois eu dou um jeito de fazer vocês me assistirem.

Ah! Alívio. Foi, sabe? Eu fiquei satisfeita porque acho que saiu como estava possível de sair, eu consegui fazer o que eu já tava fazendo, e o que não tava muito bom realmente não saiu bom mesmo. Acho que foi razoável pra bom, no fim das contas. E é um controle muito grande meu saber dizer "estou satisfeita com o que eu fiz" sabendo que eu não fiz o melhor do mundo, só fiz o melhor possível para mim na época. (quando não verdade fazer o melhor possível nunca é "só...")

E é isso! Valeu por tudo. O fim de semana foi ótimo, o resto do sábado foi bizarro mas gostoso, e o domingo foi divertidíssimo lá no Lucas. Agora estou mais calma, e retomando o fôlego para começar de novo. Próxima parada: ária da Musetta e da Linda de Chamounix. Mais trabalho!

- sabe, originalmente, Escorpião é um signo do Outono.

quinta-feira, dezembro 01, 2005

Mudei todos os planos para a minha vida.

Vou entrar pra uma escola de línguas, aprender japonês, e vou casar com um magnata da indústria eletrônica japonesa. Aí, todos os anos, eu vou passar o Outono na terra do sol nascente.

O que é que são essas fotos, meu Deus.

http://www.frangipani.info/blog/

Profissões

quarta-feira, novembro 30, 2005

Eu já quis ser pianista, cantora, regente, arranjadora, coralista, estudante, milionária, mochileira, sacerdotisa, freira, teóloga, etnomusicóloga, intelectual, politizada, madura, atriz, produtora, decoradora, arquiteta, poliglota, filósofa, escritora, lingüista, aeromoça, professora, jornalista, famosa, poetisa, fotógrafa, artista plástica, criança.

Espero que eu leve jeito para ao menos uma dessas profissões.

Depois de ontem...

quarta-feira, novembro 23, 2005

O que acontece quando a gente abre mão de coisas que são importantes pra gente em função de algo ou alguém?

Se me perguntassem isso antes, eu diria: "xii, não dá certo. Nunca desista ou deixe de lado de suas vontades pelos outros." (Sabe, eu sempre fui uma boa egoísta. - e às vezes você precisa ser egoísta mesmo.)

Hoje, eu penso um pouquinho mais antes de responder. Porque eu percebo que, por mais que a minha resposta-padrão possa funcionar, ela também indica uma boa dose de intransigência e vários medos: medo de perder o controle, medo de experimentar situações diferentes, medo de se entregar.

Como podemos dizer que um caminho é bom ou ruim antes de o trilharmos? Tudo precisa ser sentido e testado nessa vida. Como defender uma posição tão arduamente se não nos demos o direito de estar do outro lado?

Eu acho que abrir mão de certas coisas por outra(s) pessoa(s) pode ser uma experiência muito gratificante. Ou desesperadora e nociva, se ela for brusca e desequilibrada. Mas... não adianta. Quanto mais eu penso, mais eu chego naquela frase de sempre: se os dois estão com o mesmo intuito, tudo pode dar certo. *Só* pode dar certo. Porque duas pessoas que se unem com o mesmo objetivo já têm metade do caminho andado para a felicidade. Por mais que todo o resto pareça errado, torto ou injusto... sempre há uma saída.

You know, I believe in a thing called love. (um doce para quem adivinhar de onde eu tirei isso!)

Libra

segunda-feira, novembro 21, 2005

Odeio ficar "no meio" das coisas. Sabe quando você está na 3a série e tem 2 melhores amigas, e um belo dia as duas brigam e você fica "no meio"? É, tipo isso...

Às vezes nem é tão óbvio quais são as pontas que espremem o meio. Às vezes são sentimentos, impulsos, vontades. O fato é que a gente tá sempre "no meio" de um turbilhão de idéia e vontades.

Essa semana mesmo, em um exemplo simples, eu fiquei presa entre minha aula de piano e um ensaio geral. Os dois no mesmo horário. Que lado escolher? (Mas essa foi fácil, dava pra dar um jeitinho e juntar as duas coisas.) Depois, fiquei entre uma viagem e meus compromissos. Tudo pago na viagem, oportunidade de fugir de tudo, ficar ao lado de amigas de longa data fazendo o que gosta. Dessa vez nem teve escolha: compromissos na frente, tristeza de querer ser duas pessoas e não poder.

Isso tudo parece papo de marte em Libra: ponderar, ponderar, querer tudo e ficar indecisa, não fazendo nada. Mas é que tem vezes que irrita - não o "ter" que escolher, nem a minha dita indecisão, mas a situação mesmo. A minha falta de reação por não saber o que fazer. Pronto, é isso que incomoda. Se tudo fosse simples, não seria difícil escolher um lado, ou mesmo manter os dois convivendo de alguma forma. Mas as coisas não costumam ser tão simples assim. Especialmente quando eu não consigo identificar o que me faz sentir "presa"... eu só acabo me sentindo assim. Meio sufocada.

A direção deste blog agradece...

sexta-feira, novembro 18, 2005

... pelas respostas ao post anterior. =)

Bobagem nova: como as crianças conseguem estar sempre alegres?
Eu estava tocando para crianças outro dia... (pra variar...) e de repente me bateu isso. Como elas conseguem? Parece idiota perguntar isso, é como perguntar por que os adolescentes são rebeldes. Mas eu fiquei pensando na quantidade de dias que eu tava de mal com a vida, e que eu brigava com alguém, e nos dias em que eu choro escondida de todos... e fiquei pensando... o que eu preciso para conseguir aquela felicidade boba com um balão e um bichinho de pelúcia? O que eu preciso valorizar, ou esquecer, sei lá? Não quero uma felicidade falsa e forçada. Só a leveza... (a bendita leveza...)

Me sinto meio pesada com o passar do tempo. E olha que eu só tenho 20 anos...

Pra quê?

quarta-feira, novembro 16, 2005

Qual era o propósito desse blog mesmo?
Já não lembro.
Alguém me ajuda a pensar em algo?



Semana de ensaios e apresentações. Dia 3 tá chegando e eu to desesperando. Drogas de coloraturas.
(Já foram 4 páginas de música+letra decorada do Trio das Damas. Ainda estou no déficit...)
Preciso estudar. Mais.

 
Odeio Cócegas - by Templates para novo blogger