Fim de semana Romano

segunda-feira, outubro 13, 2008

Homenagem aos velhos tempos: passamos o fim de semana assistindo Roma, a série. 12 horas em 2 dias, acho que perdemos a forma, já fizemos muito mais do que isso! Os meninos capotaram cedo por causa do antialérgico, mas pelo menos eles passaram incólumes pelos gatos. A Tchu passou a noite inteira correndo atrás do Janus, acho que só para fingir que ela é um cachorro e ele é um gato. Tivemos comida de microondas, queijos e azeitonas e sorvete. (Fiquei felicíssima com meus copos e pratos novos e até usei minha bandeja verde velha.)

No domingo eu e o Ross acordamos cedo, não me pergunte por quê. A gente foi almoçar com o Igor, os três equipados com nossos gostos por coisas caras num restaurante maravilhoso e de preço salgadinho. Mas olha... valeu a pena. Me deixou feliz pelo resto do dia.

À noite fomos no bar medieval e eu só comi pra dizer que comi alguma coisa e pra ajudar a Thais. Conversei um monte com ela, muitas vezes acho que não a trato como deveria. Fiquei meio na dúvida se encontrava o povo da Cultura ou não, to começando a achar que estou dando mole ignorando os convites deles em prol de um revival de amizades antigas. Afinal, se a amizade antiga um dia deixei de funcionar existe uma razão, correto? Não sei se estou fazendo as escolhas certas.

Sábado com cara de sábado

sábado, outubro 11, 2008

Sábado sem fazer nada! Hoje pela primeira vez nas férias dormi até o meio-dia. Fiquei um tempão curtindo os gatos, tava meio ressaqueada dos cosmopolitans de ontem... Tomei um banhão daqueles de folga, só faltava um ofurô com pétalas de rosa vermelha. Dia tranqüilo.

Fiz amizade com uma vizinha só por ajudá-la a carregar umas coisas para sua casa. Hoje em dia ninguém faz isso, né? Mas me pareceu muito natural oferecer ajuda, eu tava sem fazer nada, ela tava precisando. Eu fiquei meio travada, percebi que tenho dificuldade de conversar com "estranhos", é muito mais fácil quando eu sou paga para ser simpática e vender CDs. Sempre fui assim? Eu me achava mais extrovertida antes.

Eu entrei no apartamento da vizinha, lindo lindo lindo. Daqueles que a gente percebe que um decorador parou, pensou e reformou tudo. Foda. Quando entrei no meu apê de novo fiquei com vergonha, achei tudo bagunçado, bobo, muito branco. Vi os quadros atrás do sofá, por que ainda não estavam na parede? Aquele fogão solto, na cozinha, uma mesa encostada no canto. Tudo meio improvisado, comprado pronto. Mas como eu gosto muito daquele lugar e ele é a minha casa, pensei que é um ótimo "primeiro apartamento de solteiro" e aí tudo bem, ele era muito lindo e aconchegante.

Ontem gravamos uns vídeos para a minha mãe, vou mandar para ela por e-mail como presente de Círio. Espero que ela baixe e goste.

Férias!

sexta-feira, outubro 10, 2008

Sabe, eu queria atualizar esse blog mais vezes. Ele estar assim, jogado às traças há tanto tempo, só mostra o descaso que eu estou com a minha vida pessoal. Meus blogs novos e sérios estão bombando e esse aqui, que no fundo sou eu mesma, escorpiana de águas paradas, fica sem uma migalha.

Por isso mudei o template, acho que parece mais comigo agora. Ou com outra parte de mim: aquela que tem vestidinhos e hidratantes separados para os dias de folga.

***

Estou de férias, nem sabia mais o que era isso. Já li João Gilberto Noll, Ernesto Sabato e agora estou em Camus. Já vi a 1a temporada inteira de Roma e tenho mais um monte de filmes. Tive um surto socialite e comprei pratos e copos na Tool Box, mas juro que valeu o gasto - fala sério, até hoje eu praticamente não tinha prato em casa.

***

Quando eu estou trabalhando e tenho mil coisas para fazer eu acordo meio-dia e me desespero com o horário. Agora, que posso dormir até tarde, tenho acordado 9, 10 horas. Acho que é porque agora eu sei que o tempo que eu passo acordada é meu e só meu, e eu não quero deixá-lo passar.

***

Uma foto que eu tirei ontem, a mais boba e com mais cara de férias. Eu não sou uma boa fotógrafa nem entendo de teorias nem nada, mas gosto de tirar fotos e faz tempo que não tiro nenhuma. Faz tempo que eu não faço as coisas que me agradam...

Incomunicável

domingo, setembro 21, 2008

Esse negócio de morar sozinha é esquisito. Assustador, sei lá. Ainda mais sem celular, meio que parece que eu vou ficar presa aqui dentro para sempre.

Dormi o dia inteiro, e não tinha a menor vontade de acordar para fazer algo. Sou uma pessoa tão ruim assim? Tenho mais inimizades que as outras? Sou mais chata? Alguma coisa tem de errado.

Talvez eu não saiba manter minhas amizades.

Nova conta do blogger

terça-feira, setembro 16, 2008

Pronto, criei uma conta novo no Blogger. Agora eu sou Águeda de novo, com fotinho da Tchu e tudo mais. E falando em Tchu, que desesperada mais bagunceira! Sempre que eu chego em casa tem um monte de coisa no chão e uma cã enlouquecida sofrendo de solidão.

Hoje cheguei em casa e encontrei um vizinho senhorzinho que não estava conseguindo abrir a porta. Naturalmente, os instintos Livraria Cultura afloraram e eu perguntei na hora se ele precisava de ajuda. (Em que eu poderia ajudar, eu não tenho idéia...) O pobrezinho tinha pegado a chave errada e deixado a certa do outro lado da cidade. Quase me ofereci para arrombar a porta com ele...

Folga folga, estou pensando em ir visitar a Casa Cor. Ter meu dia de madame lesbian chic!

Pós-festa

domingo, setembro 14, 2008

Inauguração do apê ontem! Muita gente legal, muita gente que eu não achei que viesse - que bom que vieram!

Casa está quase limpa, só a parte de fora que ainda está nojenta. Mas aí eu preciso de sabão em pó e pano de chão... to começando a achar que pano de chão é que nem Bic! Tem um planeta só deles!

Viva casa nova!

Revival

sexta-feira, setembro 12, 2008

Sabe a vontade de falar foda-se? Pois é, foda-se. Maldito revival.

Quando a gente vai ficando velha e acumulando experiências de vida, tudo remete a alguma outra coisa. Tudo se transforma uma confusão de memórias, dores e expectativas. Falta de espontaneidade.

Tudo já está escrito, o que é feito já foi feito antes. There's nothing you can do that can't be done - ou seria there's nothing you can do that hasn't been done?

Ou então nós gostamos de previsibilidade e forçamos conexões mentais com situações que, na verdade, não têm semelhança umas com as outras.

Enfim, eu preciso de férias.

Saberes e não saber o que fazer com eles...

quarta-feira, setembro 10, 2008

Nunca li tanto na minha vida. Nunca ouvi tanta música, nem assisti a tantos filmes. Em nenhum momento anterior de minha existência eu troquei tantas informações ou aprendi essa infinidade de coisas. Nem na escola, nem na universidade (em nenhum dos três cursos que tentei concluir).

Mas, apesar disso, nunca achei que tinha tão pouco a dizer. Sinto que não tenho nada a oferecer para outras pessoas. Desaprendi a levar projetos para frente.

Não sei o que escrever aqui e em outros blogs, e por não saber, escrevo qualquer coisa para não deixar o descaso tomar conta.

Amor líquido 1

domingo, setembro 07, 2008

"As pessoas procuram parceiros e buscam "envolver-se em relacionamentos" a fim de escapar à aflição da fragilidade, só para descobrir que ela se torna ainda mais aflitiva e dolorosa do que antes. O que propunha/ansiava/esperava ser um abrigo (talvez o abrigo) contra a fragilidade revela-se sempre como a sua estufa..."

Idéias, idéias

quinta-feira, julho 03, 2008

Meu pai disse anteontem que a vida é dura para quem é mole.

Tô de saco cheio de não ter nada feminista, lésbico, radical e explosivo na internet. Acho que vou criar um blog. É, mais um.

Wanna come with me?

Hoooje é dia de orgulho gay!

domingo, junho 29, 2008

Parodiando Tim Maia e sua festa de santo reis, hoje é dia de orgilho gay!

A Parada é hoje e eu estou de folga. A parte ruim: será que eu tenho condições físicas de ir?

Ontem fui no hospital e descobri que estou com uma sinusite-monstro, atacando para todos os lados. Devo ou não devo dar um pulinho na festa?

logo no pré-inventário

sábado, junho 28, 2008

Como se não bastassem a rinite, a faringite, a sinusite e os piercings inflamados se escondendo embaixo da minha pele, hoje acordei com os olhos mega inflamados.

A caminho do hospital...

Hotel das Américas

sexta-feira, junho 27, 2008

Hoje, dirigindo de noite pela cidade, reparei no letreiro iluminado do Hotel das Américas. "Foi lá que tudo começou", pensei. Eu abria a cortina e via as letras pichadas no viaduto lá embaixo: FORA FHC, ou fora quem estivesse no poder. Eu me sentia só e estranhamente no meio de tudo: todas as grandes decisões do país aconteciam por ali, a minha volta, e eu estava trancada num quarto escuro de hotel com as cortinas sempre fechadas.

Na escola, ninguém parecia perceber que estava em Brasília. As meninas eram ricas, muito ricas, e eu não lembro do que elas falvam, mas lembro que eu não gostava. Elas chamavam os goianos de peões enquanto usavam cintos com fivelas enormes de caubói - será que elas acreditavam que aquela era a moda em todas as metrópoles? O uniforme básico eram as joiazinhas delicadas de ouro, o cabelo comprido e alisado loiro, a calça jeans, a blusa branca e um salto de mau gosto ou uma bota. Eu nunca consegui ficar bem desse jeito.

Depois da escola, muitas vezes eu passava no gabinete de meu pai. Lembro bem daquele cheiro da Câmara, de repartição pública com limpeza com carpete com ar condicionado com papel quente saindo da xerox. A rádio sempre com alguém discursando - quem ouve todos aqueles discursos? As janelas enormes, que medo de atravessar o vidro e cair, sempre tive medo de altura e ficava feliz em saber que meu pai também tinha. Estacionamento lá embaixo, tudo parado e tranqüilo e tanta inquietude no meu coração.

Hoje não lembro muito bem das datas. Não sei quanto tempo fiquei naquele Hotel, quando vim de vez para Brasília, quantas vezes voltei para Belém. Mas lembro do frio que eu sentia com os eternos 18º, do banheiro azul do apartamento e dos móveis emprestados da Câmara, com a plaquinha de metal de patrimônio público. Lembro de tentar descobrir quem eu era, de andar pelas quadras da Asa Norte até descobrir novos lugares (ou até o correio) e da passagem do tempo: devagar, devagar, devagar.

Férias!

quarta-feira, junho 25, 2008

Não 100%, mas férias.

Hoje fiz minha última prova do semestre. Agora é curtir as noites livres!

Ou será que eu devo ocupá-las com outra atividade?

Tchuterapia

terça-feira, junho 24, 2008

Hoje a cachorra fujona passeou no colo da vizinhança inteira.

Linda!

(Fazendo a alegria de todas as senhoras do conjunto 7!)

camus

segunda-feira, junho 23, 2008

"Sem dúvida, cada geração julga-se predestinada a refazer o mundo. A minha, no entanto, sabe que não poderá fazê-lo. Mas sua tarefa é talvez maior. Consiste em impedir que o mundo se desfaça. Herdeira de uma história corrupta em que se mesclam as revoluções fracassadas, as tecnologias enlouquecidas, os deuses mortos e as ideologias gastas; em que poderes medíocres que podem hoje destruir tudo, não sabem convencer; em que a inteligência se humilha até pôr-se a serviço do ódio e da opressão."

sabato

terça-feira, junho 10, 2008

"O escritor deve ser uma testemunha insubornável de seu tempo, com coragem para dizer a verdade, e rebelar-se contra todo oficialismo que, cegado por seus interesses, perde de vista a sacralidade do ser humano(...)

Do contrário, a história da posteridade terá toda a razão de acusá-lo de trair o mais precioso da condição humana."

"Quando me param na rua, numa praça ou no trem, para perguntar-me que livros é preciso ler, respondo sempre: "Leiam o que os apaixone, apenas isso os ajudará a suportar a existência".

Love is a dog from hell

sábado, maio 31, 2008

Uma espécie de incômodo: solidão.

Tenho amigos, tenho amantes. Nada me basta.

Talvez essa inquietude faça parte de mim.

Talvez não.

Ontem eu queria ficar sozinha. Hoje gostaria de assistir um filme em casa ao lado de alguém. Companhia silenciosa... carinho.

Porém o que me resta é Bukowski, Bukowski e Bukowski.

Dia de Simpósio

terça-feira, maio 27, 2008

Hoje um monólogo inesperado me fez ter vontade de estudar e me formar.

Palestras chatas me convenceram que a UnB realmente não me faria feliz também.

Estava sentindo falta do meu Last.fm...

Semana de sonhos estranhos

quarta-feira, março 19, 2008

E continua o festival de sonhos bizarros... pra que descansar, né?

Treze de março de dois mil e oito

quinta-feira, março 13, 2008

Aniverário de mãe. Sinto saudades dela. Liguei, ela tava toda fofa, disse que ia ter bolo de noite mas que era surpresa... queria estar lá com ela. É chato ter folga no aniversário da mãe se a mãe não tá perto.

***

Reunião boa e ruim hoje. Pensar em soluções e bola pra frente, né?

***

Acho que nas minhas outras vidas eu vim gato. Às vezes tenho dificuldade em lidar com as responsabilidades e os problemas de gente, porque não tenho muito experiência em ser qualquer coisa que não felina. Mas depois eu acabo gostando de tudo que eu aprendo, e até que me sinto bem sendo humana.

umaletraatrásdaoutra

quarta-feira, março 12, 2008

Muitos livros para ler! Por onde começar?

Cadê aquele trequinho da Hermione Granger que faz o tempo voltar? Preciso de um daqueles para mim.

Terça-feira

terça-feira, março 11, 2008

Ontem o Lobo voltou!

***

Estou lendo Relato de um Certo Oriente, de Milton Hatoum. Aquela paisagem familiar em Manaus me lembra muito Belém e minha família... como eu queria ter escrito aquelas páginas!

***

Gostaria de ouvir Cat Power agora, mas meu carro ainda não tem som. E devo aproveitar enquanto o tal não me faz uma falta insuportável - até tá sendo legal andar de carro sem som, dá uma idéia de "carro novo".

***

Queria ir com bastante dinheiro naquela loja do Gilberto que é a minha cara. Lá tem umas roupas liiiiiindas e uns pôsteres tudo de bom, mas tudo caríssimo. Perigoso até entrar lá, os ímpetos consumistas vão a mil.

Segunda-feira

segunda-feira, março 10, 2008

Mais um dia de trabalho e aulas.

Depois de mais de um mês folgando às quintas, não sei mais se minha semana começa na segunda ou na sexta-feira.

Ontem o domingo foi ótimo, passamos o dia em casa com a Joyce, a Laaa e a Camila comendo porcaria e vendo filmes. A Tchutchu passou mal por ter comido a ração dos gatos. Terminei de ler O Último Vôo do Flamingo, achei incrível. Marcante. Gostaria de lê-lo novamente.

Futuras paredes roxas

sábado, março 08, 2008

Muita coisa mudou. Eu li Quarto de Despejo e fiquei com vontade de voltar a escrever. Estou lendo, estou ouvindo mais, estou repensando. Estou feliz e triste, mas triste só hoje, porque tive notícias ruins. Estou fazendo novos amigos, estou estudando e aprendendo muito, e ainda estou tão perdida tendo que aprender mais! Gosto das minhas escolhas, elas me dão trabalho mas é bom ter desafios que conseguimos enfrentar. Tenho muita energia para gastar em coisas boas, o que evita que eu pense em qualquer coisa ruim (mas sempre vem uma coisinha ou outra ruim...)

A vida tá legal, mas não tá 100% porque eu ando meio controladora. Se as coisas não saem bem como eu espero, fico bem abalada. Acho que quando tudo se acertar eu vou deixar de lado essa tensão pró-perfeição.

A casa tá linda, e eu tenho muitos planos para ela. Quero o quarto todo roxo, um lustre bem feminino e brilhante, muitos pôsteres de gatos (ou da Audrey? Ainda não sei), uma cama de casal tamanho padrão (preciso de espaço!), um armário bem bonito desses de metal e vidro, uma cômoda de madeira antiga e um espelho bem bonito. Apenas isso! Pequeno plano para os próximos 5 anos de casa, isso se eu cumpri-lo de forma organizada.

A universidade tá ótima, e mesmo o que não está ótimo está muito bom. Não sei se é amadurecimento, identificação com o curso após inúmeras (mentira: foram 2) tentativas ou se é simplesmente o fato de eu estar pagando. Mas tá tudo ótimo, e eu estou muito feliz.

Tenho três gatos, uma cachorrinha pela qual sou apaixonada e que me faz querer acordar todo dia mais cedo para brincar com ela. Tenho comido direito, dormido direito, acordado de dia e repousado à noite, situação inédita em minha vida. Tenho um carro novo, quitado, com tudo que eu preciso e nada além disso - chega de esbanjar na minha vida. Tenho um celular vermelho lindo, com uma bateria que não funciona, mas eu estou feliz com ele mesmo assim porque ele é uma gracinha, e na minha próxima folga eu cuido disso. Tenho um computador ótimo, e apesar de ainda ter um monitor velho e defeituoso e não ter internet, ele me alegra enormemente, mesmo quando eu só preciso digitar um trabalho da faculdade. Sinto saudades da minha mãe, gosto de convesar com ela. Estou bem.

Tenho passado por muitas situações desagradáveis ultimamente, mas como eu disse, deve ser a necessidade de controlar tudo. Tudo caminha para a resolução, e eu gosto de me organizar para ser cada vez mais organizada. Sinto-me responsável.

Gosto da minha vida como está e tenho muitos planos para o presente o para o futuro. O mais urgente é lembrar de tirar as xerox da universidade no dia de folga do trabalho (se não for nele, não dá pra ser em nenhum outro). Gosto de ter o dia cheio. Sinto-me útil.

Estou alegre, e tenho muitas coisas a fazer e a melhorar. Sigo empenhada em ser melhor hoje do que fui ontem. Mês que vem mudarei a cama. Quando será que pintarei as paredes de roxo?

 
Odeio Cócegas - by Templates para novo blogger